Advogados de Flávio Bolsonaro (PL) pediram ao STF que as investigações do caso “Dark Horse” fiquem concentradas no ministro André Mendonça. O pedido entra em meio a revelações após a queda do sigilo em ações ligadas ao Banco Master.
Pedidos de defesa miram mudança na competência da investigação no STF
Os advogados pediram pelo menos quatro vezes a concentração da apuração no ministro André Mendonça.
Parte do caso já é relatada por Mendonça, enquanto outra parte ficou com o ministro Flávio Dino.
Operação contra produtora e deputadO; sigilo cai e mostra suspeitas sobre o Banco Master
Na última quinta-feira, 10, Flávio Dino autorizou uma operação contra a produtora do filme e o deputado Mário Frias (PL-SP), entre outros alvos.
Com a queda do sigilo das ações ligadas ao Banco Master, foi revelado que Flávio é investigado por suspeita de lavagem de dinheiro, evasão de divisas e outros crimes ligados ao financiamento da produção.
Nos pedidos protocolados no STF em julho, a defesa alegou que, como as ações sobre o Master são relatadas por Mendonça, a apuração dos recursos usados no filme deveria ficar com ele. A defesa também citou que Dino relataria os casos envolvendo desvios em emendas parlamentares, e que a investigação ligada às emendas ficou com o ministro por causa da suspeita de que Frias tenha direcionado emendas para bancar a produção.
Argumento da defesa fala em “manipulação das regras de competência”
A defesa disse que houve uma manobra para levar essa parte da apuração a Dino.
Em trecho citado, os advogados escreveram que o protocolo das petições na ADPF nº 854, “não se deu por acaso”, e teria criado “prevenção artificial e inexistente” do “Exmo. Min. Flávio Dino”.
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