A defesa do empresário Marcelo Conde pediu ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, que Alexandre de Moraes não fique como relator de um inquérito que envolve Conde.
O caso liga Conde a uma suspeita de compra de dados fiscais sigilosos de Viviane Barci, esposa de Moraes, e segue no tribunal.
Pedido à presidência do STF mira retirada de Moraes da relatoria do inquérito
Marcelo Conde é investigado em um procedimento que a defesa leva ao presidente do STF.
A solicitação pede que, se fosse necessário, a decisão siga para o plenário da Corte.
Advogados citam parentesco com a suposta vítima e citam o Código de Processo Penal
Os advogados afirmam que Alexandre de Moraes estaria impedido de atuar no processo por causa do parentesco com a suposta vítima.
Eles citam o Código de Processo Penal para sustentar o argumento.
Fachin vai analisar o pedido. Antes, a defesa tentou levar a mesma solicitação diretamente a Alexandre de Moraes, mas não obteve resposta.
PF investiga suposta compra de R$ 4,5 mil e Conde nega denúncia
As investigações da Polícia Federal apontam que Conde teria pago R$ 4,5 mil ao contador Washington Travassos de Azevedo para obter informações fiscais de forma ilegal.
Washington Travassos de Azevedo está preso desde março. O caso tramita no Inquérito das Fake News.
Em abril, a Polícia Federal fez buscas e apreensões em endereços ligados ao empresário. Conde se apresentou após a emissão de uma ordem de prisão preventiva expedida por Moraes.
O empresário é filho do ex-prefeito do Rio Luiz Paulo Conde, que morreu em 2015. Conde nega irregularidade e diz que as acusações são infundadas.
Este conteúdo faz parte do Manchete Online, um projeto dedicado a trazer o essencial de cada notícia de forma clara e rápida. Aqui você lê tudo o que precisa saber em menos de 60 segundos. Assine nossa newsletter e receba as principais notícias do dia direto no seu e-mail.