Delcy Rodríguez, presidente interina da Venezuela, vai representar o país nesta segunda-feira, 11, na Corte Internacional de Justiça (CIJ), em Haia, na disputa com a Guiana sobre a região do Essequibo. O caso importa agora porque a CIJ marca a quarta e última audiência pública para o mesmo dia.
Delcy chega a Haia para sustentar “direitos históricos” na disputa do Essequibo
Delcy chegou aos Países Baixos no domingo para liderar a delegação venezuelana na CIJ.
Ela disse, em declarações pela TV estatal, que a Venezuela “é a única detentora do título” sobre o Essequibo e que a presença no Palácio da Paz tem o objetivo de defender os “direitos históricos” na disputa.
CIJ faz quarta audiência e Venezuela insiste que Essequibo é venezuelano
A CIJ realizou três audiências públicas desde 4 de maio, e a quarta e última audiência está marcada para esta segunda-feira.
No canal oficial no Telegram, Delcy declarou que “a única detentora de Essequibo é a Venezuela, e sempre defenderemos seus direitos legítimos e históricos sobre este território”.
O Essequibo abrange 160.000 quilômetros quadrados e corresponde a mais de dois terços do território da Guiana, atualmente sob controle da Guiana.
Disputa começou no século XIX e ganhou força após petróleo em alto-mar
As duas nações têm a disputa desde o século XIX, mas o conflito ganhou força a partir de 2015, depois da descoberta de vastos campos de petróleo em alto-mar pela ExxonMobil.
Durante o regime de Maduro, a Venezuela chegou a declarar a anexação das terras com base em um referendo sem reconhecimento internacional, e a Guiana sustenta que a demarcação de fronteira, da era colonial britânica, foi ratificada em 1899 por um Tribunal de Arbitragem em Paris.
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