Democratas retomaram o controle de ambas as casas do Congresso dos Estados Unidos nas eleições de meio de mandato de terça-feira 3, segundo projeções da Associated Press. A disputa ajudou a canalizar a frustração dos americanos com a alta dos preços, a guerra no Irã e as suspeitas de corrupção no governo Donald Trump.
“Onda azul” em estados que antes votavam no Partido Republicano
As midterms levaram a derrotas republicanas em estados-chave, incluindo antigos redutos do Partido Republicano.
As projeções apontaram uma virada que ajudou os democratas a chegarem à maioria no Senado antes de as apurações terminarem.
Virada no Senado e vitórias em Texas, Kansas, Iowa e Ohio
No Senado, os republicanos tinham maioria de 53 a 47 antes das midterms. Os democratas precisavam de um ganho líquido de quatro cadeiras para assumir o controle.
Até o início da manhã desta quarta-feira 4, as projeções mostravam uma virada de ao menos sete assentos. Com isso, os democratas ficaram com maioria parcial de 54 a 44.
No Texas, o democrata James Talarico derrotou Mike Rogers, aliado de Trump, por 55% a 43%. Em Kansas, Adam Hamilton venceu Roger Marshal por 51% a 46%. Em Iowa, Josh Turek fez 51% a 46% contra Ashley Hinson. Em Ohio, Sherrod Brown superou Jon Husted e o Partido Democrata conquistou o governo com Amy Acton derrotando Vivek Ramaswamy.
Próximos efeitos: governo de Ohio e novos senadores em estados-chave
Com a vitória em Ohio, Amy Acton derrotou Vivek Ramaswamy e se tornou a primeira mulher eleita governadora de Ohio, segundo projeções.
As midterms também colocaram no Senado democratas que entraram em disputa em estados como Carolina do Sul, Michigan e Maine, com resultados apontados nas projeções.
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