Derrota nas midterms derruba Trump e aumenta a pressão por resposta ao Congresso democrata

Donald Trump perdeu as eleições de meio de mandato de 3 de novembro e o Partido Democrata tomou o controle da Câmara e do Senado. O resultado muda o jogo político em Washington e deixa o presidente mais exposto a bloqueios e investigações.

Trump perde o controle do Legislativo e entra na fase de resistência contra os democratas

As midterms transformaram a votação em uma rejeição ao governo de Trump e ao jeito dele conduzir o país.

Com a oposição no comando das duas casas, o presidente pode enfrentar paralisação de decisões e mais pressão no fim do mandato.

Democratas vencem com mais de 260 cadeiras na Câmara e pelo menos 54 no Senado; veja destaques

No total, a oposição abriu mais ou menos 13 pontos percentuais e teve comparecimento recorde.

Na apuração projetada na quinta-feira 5, o Partido Democrata somou mais de 260 cadeiras na Câmara, acima das 218 necessárias para comandar a casa. No Senado, o partido garantiu maioria de ao menos 54 assentos em um total de 100.

Entre os resultados citados, no Texas o deputado estadual evangélico James Talarico, 37 anos, derrotou Ken Paxton e encerrou um jejum de quase quarenta anos sem senadores democratas. No mesmo estado, Gina Hinojosa, 52 anos, venceu Greg Abbott e virou a primeira governadora latina da história do Texas e a primeira democrata em 36 anos.

Congresso pode travar nomeações e abrir caminho para projetos anti-Trump; radar vai para a política externa

Com o controle do Legislativo, Hakeem Jeffries comanda a Câmara e Chuck Schumer lidera o Senado, com poder para intimar membros do governo em audiências públicas.

O texto aponta que senadores podem paralisar nomeações de ministros, juízes federais e vagas na Suprema Corte. Em paralelo, a derrota também recoloca no foco a política externa, com menção a Oriente Médio, a guerra entre Rússia e Ucrânia e à América Latina.

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