As eleições de meio de mandato nos Estados Unidos derrubaram o controle de Donald Trump no Congresso e mudaram o equilíbrio de forças em Washington. Allan Lichtman, PhD por Harvard e professor da American University, alertou para riscos nos próximos dois anos.
Democratas passam a controlar Congresso e aumentam espaço para investigar o governo Trump
Com a conquista das duas casas do Congresso pelos democratas, Trump perde o comando de uma agenda legislativa que antes tinha maioria republicana. O presidente passa a conviver com uma oposição com mais poder de fiscalização e investigação.
Allan Lichtman disse que a vitória democrata não tira de Trump os meios de governar. Ele ainda pode usar instrumentos como decretos e ordens executivas para tocar sua agenda.
Allan Lichtman cita guerra no Irã, economia e alerta sobre “ameaça à democracia”
Na análise do historiador, havia quatro problemas ligados ao desempenho de Trump nas urnas. Ele citou a guerra não declarada e não autorizada no Irã, a economia e a inflação, a ameaça à democracia e a corrupção.
Lichtman afirmou que, diante da aprovação de Trump na faixa dos 30%, o partido dele perde em média 40 cadeiras na Câmara e seis no Senado nas midterms. Ele disse que dois terços dos americanos acreditam que Trump usou o poder da Presidência de forma nefasta para enriquecer a si mesmo e à família.
Sobre o papel dos democratas, ele falou em investigações envolvendo Jeffrey Epstein, a guerra no Irã, a corrupção e as tarifas. Ele também citou disputas sobre indicados e juízes ligados à extrema direita.
Investigação pode conter decisões do governo e eleições de 2028 seguem no radar
Lichtman disse que o Congresso tem poder para usar investigações para conter inclinações de Trump em guerras tarifárias e no Irã. Ele citou ainda a imposição da agenda às instituições de ensino, aos museus Smithsonian e a outros memoriais.
O historiador projetou que as midterms viram um golpe nas chances republicanas para 2028, ao desacreditar Trump e o vice-presidente J.D. Vance. Ele também citou o senador Jon Ossoff, na Geórgia, como o “azarão favorito” para ser o candidato democrata em 2028.
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