O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, disse nesta quinta-feira, 16, que o país está “pronto” para enfrentar uma possível agressão militar dos Estados Unidos. A fala ocorre com a tensão entre os dois países em alta.
Aniversário da Baía dos Porcos marca discurso de Díaz-Canel sobre prontidão para guerra
Díaz-Canel fez a declaração nas celebrações do aniversário da Invasão da Baía dos Porcos, em Havana.
Ele falou para milhares de apoiadores e disse que Cuba vive um momento “extremamente desafiador”.
Trump volta a falar em ação contra Cuba e Pentágono planeja cenários
Díaz-Canel afirmou: “Não queremos a guerra, mas é nosso dever nos prepararmos para evitá-la e, se for inevitável, vencê-la”.
Ele disse ainda que a população vai defender a soberania “custe o que custar”.
Entre 15 e 19 de abril de 1961, cerca de 1.400 exilados cubanos, treinados pela CIA, tentaram invadir a ilha pela Baía dos Porcos, sem sucesso.
Nos últimos dias, Donald Trump elevou o tom contra o regime cubano e disse: “Posso fazer o que quiser com Cuba”.
Segundo reportagem do USA Today, o Pentágono intensificou discretamente o planejamento de cenários para uma possível operação militar, caso haja autorização da Casa Branca.
Cerco econômico piora crise energética e diplomacia segue com conversas preliminares
Desde o início do ano, os Estados Unidos classificaram Cuba como uma “ameaça” à segurança nacional e endureceram o cerco econômico.
As restrições ao envio de petróleo à ilha agravaram a crise energética no país, e o governo americano também impôs sanções a países que mantêm comércio de petróleo com a ilha.
Apesar da escalada, há sinais de conversas preliminares entre autoridades dos dois países para tentar conter a crise.
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