Lula e Flávio Bolsonaro têm evitado o confronto direto nos debates da eleição presidencial e têm participado de sabatinas. O diretor do Paraná Pesquisas, Murilo Hidalgo, falou sobre o motivo dessa escolha e do que pode mudar nas pesquisas com o avanço da campanha.
Hidalgo diz que debates colocam Lula e Flávio como alvos principais
Murilo Hidalgo apontou que o risco de os dois virarem os principais alvos dos demais concorrentes em um debate pode explicar a estratégia. Ele fez a avaliação no programa VEJA em Foco, apresentado por Marcela Rahal.
Hidalgo disse que a ausência dos dois ao mesmo tempo reduz o efeito negativo da decisão. Assim, nenhum deles fica isoladamente exposto por faltar ao confronto.
“É muito ruim” não aparecer no debate, mas sabatina fica mais controlada
Segundo Hidalgo, “É muito ruim os candidatos não aparecerem para o debate”. Ao mesmo tempo, ele avaliou que, como Lula e Flávio não comparecem, a perda política para ambos fica menor.
Ele comparou o cenário com as sabatinas, nas quais os dois candidatos têm participado. Na visão do diretor do Paraná Pesquisas, o formato oferece às campanhas um ambiente mais controlado do que um debate com vários candidatos.
Horário eleitoral pode mostrar impacto nas pesquisas, diz Hidalgo
Hidalgo afirmou que os principais candidatos têm oscilado dentro da margem de erro nos levantamentos citados no programa. A expectativa dele é que a entrada da propaganda eleitoral e o aumento da presença dos presidenciáveis na rotina dos eleitores deixem essas movimentações mais visíveis.
Ele disse que o horário eleitoral será um “primeiro teste importante”. Depois de uma semana do horário eleitoral, Hidalgo afirma que “a gente vai sentir se algum deles conseguiu cair no agrado e ganhar tração”.
Este conteúdo faz parte do Manchete Online, um projeto dedicado a trazer o essencial de cada notícia de forma clara e rápida. Aqui você lê tudo o que precisa saber em menos de 60 segundos. Assine nossa newsletter e receba as principais notícias do dia direto no seu e-mail.