Distribuição do fundo eleitoral da Rede cria nova briga interna entre Marina e grupo de Heloísa Helena

A Rede Sustentabilidade vai enfrentar uma nova disputa interna depois que o partido destinou valores diferentes do fundo eleitoral para as candidaturas de Marina Silva, Luizianne Lins e Heloísa Helena. A campanha de Marina questiona a divisão e diz que pediu uma revisão à direção nacional.

Marina contesta divisão do fundo eleitoral e diz que pediu revisão sem resposta

A distribuição dos recursos do fundo eleitoral da Rede Sustentabilidade abriu uma nova frente de tensão entre o grupo político de Marina Silva e a direção do partido.

Marina, candidata ao Senado por São Paulo, afirmou que procurou a direção nacional para pedir uma revisão da quantia destinada à candidatura. A campanha diz que não foi atendida.

Valores do fundo eleitoral: Marina recebe R$ 1 milhão, Luizianne R$ 2,2 milhões e Heloísa Helena R$ 2,8 milhões

Segundo dados do DivulgaCandContas, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Marina recebeu 1 milhão de reais da legenda para a campanha. A deputada federal Luizianne Lins, que disputa uma vaga no Senado pelo Ceará, ficou com 2,2 milhões de reais.

Heloísa Helena, candidata a deputada federal pelo Rio de Janeiro, recebeu 2,8 milhões de reais, conforme os dados registrados no DivulgaCandContas.

A campanha de Marina lembra que a ex-ministra também recebeu 1,1 milhão de reais do PSOL, partido com o qual integra uma federação formada em 2022. O questionamento, porém, recai sobre os recursos destinados pela Rede.

Partidos definem critérios e Rede diz que decisão sobre remanejamento cabe à Comissão Executiva Nacional

A legislação eleitoral deixa aos partidos a definição dos critérios de distribuição do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC), o fundo eleitoral, entre as candidaturas. Os critérios precisam ser aprovados pela direção nacional da legenda e divulgados.

Segundo a resolução da Rede aprovada em 16 de julho, a Comissão Executiva Nacional delibera sobre destinação, remanejamento e possíveis complementações. A norma também diz que o registro da candidatura não garante recebimento de recursos e que os repasses consideram fatores como planejamento estratégico, estratégia eleitoral, estágio da campanha e necessidades de cada candidatura.

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