Durigan diz que EUA podem afetar custos e investimentos no sistema financeiro do Brasil

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse que os Estados Unidos classificarem organizações criminosas brasileiras como grupos terroristas pode piorar o ambiente econômico no Brasil. Ele falou na estreia do telejornal VEJA em Foco, apresentado por Marcela Rahal.

Classificação como terror pode aumentar risco percebido e afetar o bolso

Dario Durigan afirmou que o governo segue comprometido com o combate ao crime organizado. Ele disse que as facções criminosas têm como vítimas os próprios brasileiros.

O ministro também fez uma ressalva sobre como a decisão pode ser usada. Durigan citou a frase “Tudo o que puder ajudar no combate a essas organizações criminosas é bem-vindo. O que nós não podemos admitir é faca no pescoço, pressão indevida, intimidação”.

Durigan cita possível alta de tarifas e efeito em investimentos e obras

Segundo Durigan, os primeiros impactos podem atingir o sistema financeiro. Ele relatou que instituições financeiras já estão elevando gastos para evitar sanções das autoridades americanas e que esse custo tende a chegar aos clientes.

Durigan disse que “Muito provavelmente vai ter mais taxa bancária e tarifa bancária, mais custos que acabam sendo repassados para o tomador final”. Ele também falou que a medida pode criar uma percepção de mais risco para investidores internacionais.

O ministro citou possíveis efeitos de longo prazo, como prejuízo a investimentos em infraestrutura, na bolsa de valores e em obras públicas e projetos de mais longo prazo.

Governo busca diálogo com Washington e discute cooperação contra o crime

Durigan disse que o governo brasileiro mantém diálogo com as autoridades americanas. Ele afirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu apoio dos Estados Unidos para ampliar a cooperação no combate ao crime organizado.

O ministro citou investigações que apontaram recursos do crime organizado movimentados pelo sistema financeiro e enviados aos Estados Unidos. Durigan também afirmou que o Departamento de Estado não avisou com antecedência sobre a designação e disse que vai manter canais abertos.

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