O STF condenou Eduardo Bolsonaro a 4 anos e 2 meses de prisão em regime semiaberto por tentar interferir no julgamento do pai, Jair Bolsonaro. A decisão saiu pela Primeira Turma e define inelegibilidade desde já.
Primeira Turma do STF fixou pena e deixou Eduardo Bolsonaro inelegível desde já
Eduardo Bolsonaro falou ao VEJA em Foco desta terça-feira, 16, sobre a condenação. A Primeira Turma do STF fixou o tamanho da pena.
Os ministros também decidiram que a condenação gera inelegibilidade desde já. Eduardo ainda pode recorrer da sentença.
Alexandre de Moraes votou pela condenação e Cristiano Zanin, Cármen Lúcia e Flávio Dino seguiram
O relator do caso, Alexandre de Moraes, votou pela condenação. Cristiano Zanin, Cármen Lúcia e Flávio Dino acompanharam o voto.
A Turma apontou que a investigação da Procuradoria-Geral da República indicou atuação de Eduardo junto ao governo dos Estados Unidos. Segundo a decisão, o objetivo era articular sanções a autoridades e à economia brasileiras para pressionar o julgamento da trama golpista.
O texto cita que, em julho passado, o presidente norte-americano Donald Trump anunciou uma sobretaxa de 50% sobre os produtos brasileiros. O artigo também menciona sanções dos EUA baseadas na Lei Magnitsky, que bloquearia bens e empresas em território norte-americano.
Voto do STF inclui ações ligadas a sanções dos EUA e impacta situação política
O artigo diz que Eduardo assumiu o crédito pelas medidas citadas, e que elas foram suspensas no final de 2025. Mesmo assim, o texto registra que o Brasil enfrenta hoje a ameaça de um novo tarifaço.
Com a condenação definida pela Primeira Turma, Eduardo Bolsonaro fica inelegível desde já. Ele ainda tem a opção de recorrer da decisão.
Este conteúdo faz parte do Manchete Online, um projeto dedicado a trazer o essencial de cada notícia de forma clara e rápida. Aqui você lê tudo o que precisa saber em menos de 60 segundos. Assine nossa newsletter e receba as principais notícias do dia direto no seu e-mail.