O El Niño deve atingir o Brasil entre 2026/2027 com impactos diferentes no Sudeste, variando de chuvas acima da média a períodos mais secos. A Embrapa recomenda medidas para conservar a água e reduzir efeitos de estresse hídrico e térmico.
Previsões da Embrapa dividem o Sudeste entre chuvas acima da média e seca
Entre outubro e dezembro de 2026, São Paulo, Rio de Janeiro e a região centro-sul de Minas Gerais devem ter chuvas acima da média.
A Embrapa também destaca que, mesmo em um período mais chuvoso, as áreas podem enfrentar picos pontuais de calor.
Seca no norte e riscos para café e pecuária nas janelas do El Niño
O norte de Minas Gerais, o Espírito Santo e a região fluminense tendem a enfrentar seca, com temperaturas acima da média.
Nessas áreas mais secas, a instituição prevê aumento da evaporação e perda de umidade do solo, com estiagens prolongadas, ondas de calor e déficit hídrico acentuado.
No Sudeste, os riscos à produção agropecuária envolvem impactos na cafeicultura por déficit hídrico no enchimento de frutos e efeitos na pecuária leiteira e de corte com estresse térmico.
Planejamento até agosto a outubro de 2026 e uso do Zarc para decidir plantio
A Embrapa orienta que o planejamento da propriedade considere espaços mais vulneráveis ao longo do evento, com pico do fenômeno de agosto a outubro de 2026.
A janela crítica do café vai do final de 2026 até o início de 2027, enquanto a Embrapa diz que a janela crítica de grãos de verão começa no quarto trimestre de 2026. A recomendação inclui seguir as orientações e janelas do Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc) e usar o aplicativo Plantio Certo para definir as datas de semeadura.
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