Daniel Vorcaro, antigo dono do Banco Master, vai votar neste domingo (4) mesmo estando preso. Jair Bolsonaro, condenado com sentença definitiva, não poderá votar, e a diferença está na situação do caso e nas regras que entram em vigor.
Preso provisório vai às urnas na Papuda, enquanto condenado com sentença definitiva fica fora
O voto acontece com urnas instaladas em estabelecimentos prisionais.
No caso de Daniel Vorcaro, a seção eleitoral fica no presídio da Papuda, onde ele será levado para digitar o voto.
Quem vota e quem não vota nas eleições gerais deste domingo (4)
Vorcaro está detido por ordem do ministro André Mendonça há pouco mais de seis meses na segunda passagem dele pelas carceragens de Brasília desde que foi apontado como protagonista do maior escândalo financeiro da história do país.
Ele faz parte de quase 13.000 presos provisórios aptos a votar. Na capital federal, a Justiça vai levar 170 presos provisórios às urnas instaladas em estabelecimentos prisionais.
Jair Bolsonaro foi condenado a mais de 27 anos de prisão por liderar uma tentativa de golpe de Estado. Ele não poderá votar, nem mesmo em seu próprio filho Flávio Bolsonaro, candidato pelo PL, que aparece empatado com Lula nas simulações de segundo turno feitas por pesquisas eleitorais.
Lei Antifacção baniu voto de presos, mas a regra só vale após a anualidade
Desde a redemocratização, presos com condenações definitivas não podem votar porque têm os direitos políticos suspensos com o trânsito em julgado do veredicto.
Em março deste ano, a Lei Antifacção entrou em vigor e baniu a possibilidade de voto de qualquer tipo de preso, seja definitivo ou provisório. Por causa do princípio da anualidade eleitoral, a proibição só será efetivada a partir das próximas eleições.
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