Erupção do Monte Dukono na Indonésia mata 3 montanhistas em área proibida

Três pessoas morreram depois que o vulcão Monte Dukono entrou em erupção na Indonésia nesta sexta-feira, 8. O grupo fazia a subida em local proibido pelas autoridades, e 15 pessoas foram resgatadas, mas a busca enfrenta dificuldades.

Erupção no nordeste da Indonésia espalha cinzas e trava buscas no Monte Dukono

A erupção aconteceu em Halmahera, a maior das Ilhas Molucas, no nordeste indonésio. A atividade espalhou uma nuvem de cinzas por 10 km no ar.

Como não havia cidades ou vilarejos perto do perímetro, o foco das autoridades ficou no grupo de montanhistas. Segundo a polícia local, a maior parte da expedição já tinha sido resgatada.

Quem morreu e quantos foram resgatados: grupo de 20 subia a encosta sem autorização

Informações da agência de notícias AFP apontam que o trio era formado por dois turistas de Singapura e um morador local. Eles faziam parte de um grupo maior com 20 montanhistas subindo a encosta no momento em que a atividade vulcânica começou.

O chefe da polícia de Halmahera do Norte, Erlichson Pasaribu, disse que 15 pessoas conseguiram descer com segurança até o momento. Ele afirmou que os corpos dos falecidos continuam na montanha, e que a operação de retirada ainda é considerada insegura.

Erlichson explicou que as condições geológicas dificultam o resgate. Ele disse que o terreno acidentado só permite que veículos acessem parte do trajeto e que, no restante, foi preciso transportar as vítimas em macas. Ele também relatou que ainda houve estrondos da erupção, o que atrasa a operação.

Alertas já vinham sendo emitidos e responsáveis podem responder por crime

Alguns dos montanhistas resgatados sofreram ferimentos leves e foram hospitalizados. O guia responsável pelo grupo e um assistente foram levados à delegacia por conduzir a expedição em área proibida.

O Centro Nacional de Vulcanologia emitia alertas desde dezembro para que turistas e locais não chegassem a menos de quatro quilômetros da cratera batizada Malupang Warirang. Erlichson disse que o acesso à região foi proibido em abril, mas o grupo ignorou os apelos nas redes sociais e as placas de alerta.

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