Pelo menos 1.028 mortes foram atribuídas às temperaturas extremas na Espanha em junho. Os dados saíram nesta quarta-feira, dia 1º, pelo Instituto de Saúde Carlos III, com sede em Madri.
Calor extremo na Europa: números de óbitos sobem e clima bate recorde na Espanha
Junho teve uma onda de calor que atingiu boa parte da Europa. Na Espanha, o mês fechou o primeiro semestre “mais quente” já registrado, segundo a Aemet.
Instituto usa o sistema MoMo e compara com 2025; França e Portugal também registram alertas
O número de 1.028 mortes em junho é mais que o dobro dos 407 óbitos atribuídos ao calor no mesmo mês de 2025. A Aemet também indicou que junho ficou entre os mais quentes da série estatística.
As estimativas de mortalidade são baseadas no sistema “MoMo” (Monitoramento da Mortalidade). Esse sistema compila diariamente o número de óbitos na Espanha e calcula a diferença entre a mortalidade real e a que era prevista a partir das séries históricas.
Na França, pelo menos 300 mortes adicionais foram registradas durante a primeira onda de calor de 2026 no fim de maio. Já em Portugal, Lisboa e Setúbal, no sul do país, estarão em alerta vermelho nesta quarta-feira por causa da previsão de temperaturas elevadas.
Hungria e Eslováquia batem recordes e governo pede redução de jornadas no setor público
Na terça-feira 30, a Hungria e a vizinha Eslováquia bateram recordes de temperatura, com 42ºC e 41,3ºC, respectivamente. Mais de 120 cidades húngaras impuseram restrições ao uso de água por causa do aumento da demanda.
Em paralelo, o primeiro-ministro da Hungria, Péter Magyar, decretou trabalho remoto no setor público. Ele pediu que o setor privado faça o mesmo ou reduza as jornadas.
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