Especialistas independentes da ONU questionaram a atuação da Meta nas eleições presidenciais brasileiras. O alerta acontece quatro dias antes do segundo turno entre Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro.
ONU pede que a Meta revise como trata campanhas em suas redes
Em comunicado, o grupo pediu que a Meta investigue possíveis diferenças no tratamento dado às campanhas. O pedido cita sistemas de inteligência artificial, recomendação de conteúdos e moderação de publicações.
Os especialistas também disseram que algoritmos e decisões de moderação não devem virar árbitros invisíveis do debate político. Eles pedem explicação do motivo quando a restrição acontecer de forma desproporcional.
Suspeitas citam suspensão de contas, mudanças no alcance e busca do WhatsApp
O grupo apontou denúncias de restrições à circulação de conteúdos políticos nas plataformas digitais. Entre os episódios mencionados estão suspensão temporária de contas de campanha.
Os especialistas citaram ainda alterações no alcance e na contagem de visualizações. Eles também mencionaram diferenças no funcionamento de ferramentas de inteligência artificial e nos resultados de buscas do WhatsApp.
O documento não identifica nominalmente os candidatos afetados. A campanha de Lula acusa a Meta de prejudicar a distribuição das publicações e favorecer o adversário.
Meta diz que cumpriu ordens do TSE e vai revisar conteúdos com revisão humana
A Meta negou interferência deliberada na disputa. Na segunda-feira, a empresa disse ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que cumpriu as ordens para tratar as campanhas de ambos os candidatos à presidência de forma igual nas redes sociais.
Uma das mudanças anunciadas pela Meta é a revisão humana dos conteúdos oficiais de campanha. A empresa informou que uma pessoa analisará restrições em até duas horas, mas não deu detalhes sobre a equipe de moderação nem sobre quem são essas pessoas.
Este conteúdo faz parte do Manchete Online, um projeto dedicado a trazer o essencial de cada notícia de forma clara e rápida. Aqui você lê tudo o que precisa saber em menos de 60 segundos. Assine nossa newsletter e receba as principais notícias do dia direto no seu e-mail.