Estudantes jogaram tijolos e blocos de concreto contra o Ministério da Educação da Albânia, em Tirana, nesta terça-feira, 13, durante um protesto nacional por melhorias na educação e políticas sociais. A polícia respondeu com gás lacrimogêneo e canhões de água.
Protesto em Tirana vira confronto com polícia após ataque a prédio ligado à educação
Em Tirana, os manifestantes atacaram a sede do Ministério da Educação.
Depois dos ataques, a polícia usou gás lacrimogêneo e canhões de água para dispersar os manifestantes.
Vice-primeira-ministra Albana Koçiu diz que violência não resolve; grupo cobra custos e apoio financeiro
A vice-primeira-ministra da Albânia, Albana Koçiu, disse em publicação nas redes sociais que “A violência não foi, não é e nunca será uma solução. Atirar pedras, atacar instituições e a polícia, bem como destruir bens públicos sem sentido, não são formas como os jovens devem se expressar”.
Os organizadores afirmaram que o protesto queria tratar das péssimas condições nas universidades, dos custos do ensino superior, da falta de apoio financeiro aos alunos e das perspectivas de emprego após a formatura.
Em fala à Reuters, a manifestante Luljeta Kola disse que queria ir além das reivindicações estudantis e protestar contra desigualdade e injustiça social, afirmando: “O que a Albânia precisa é de uma revolução, uma mudança, uma derrubada completa do sistema, porque não pode continuar assim”.
Movimento na Europa inclui França e Bélgica; Albânia discute cortes para reduzir déficit
A manifestação em Tirana acontece enquanto estudantes protestam em países da Europa. Na França, estudantes do ensino médio e universitários protestam há mais de três semanas por mais professores substitutos e melhor infraestrutura nas escolas.
Na Bélgica, centenas de estudantes entraram em confronto com a polícia em Bruxelas. A polícia belga disse que cerca de 30 mil pessoas participaram do protesto contra cortes no orçamento da educação.
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