Estudo da CNI diz que cabotagem pode cortar até 8,2% das emissões de CO₂ no transporte de cargas

A cabotagem, transporte de mercadorias em contêineres entre portos brasileiros, pode reduzir em até 8,2% as emissões líquidas de CO₂ do setor de transporte de cargas. O dado aparece em um estudo da Confederação Nacional da Indústria (CNI) e ganha destaque por envolver um modal ainda pouco usado.

Cabotagem pode crescer no Brasil e mudar a matriz de transporte de cargas

A CNI diz que o Brasil tem potencial para quadruplicar o volume de cargas transportadas por cabotagem no longo prazo.

Hoje, a cabotagem representa apenas 9,2% do transporte de cargas no país, o que deixa espaço para expansão conforme o estudo.

Meta de expansão passa por infraestrutura, regras e exigências ainda mais parecidas com o exterior

Para chegar a esse crescimento, o estudo cita novos investimentos em infraestrutura portuária, melhoria do acesso aos portos, criação de novas linhas regulares e redução da burocracia.

Quando considera os portos que já oferecem o serviço, a CNI estima crescimento de até 163% no volume de cargas entre portos brasileiros por contêineres. Nesse cenário, a projeção fica em redução de 4,5% nas emissões de CO₂.

Marco Legal da Cabotagem e consulta em 2025: veja o que pode mexer com o setor

A CNI aponta que o Marco Legal da Cabotagem, com a Lei 14.301/22, trouxe avanço ao incentivar o transporte entre portos brasileiros e fortalecer a indústria naval. A regulamentação veio com o Decreto 12.555/2025, com critérios ligados ao uso de embarcações mais sustentáveis.

Em dezembro de 2025, o governo federal abriu uma consulta pública para definir as regras para classificação de embarcações sustentáveis. Ramon Cunha diz que exigências excessivas podem dificultar a expansão do modal e a migração de usuários atuais para alternativas mais poluentes, como o transporte rodoviário.

Este conteúdo faz parte do Manchete Online, um projeto dedicado a trazer o essencial de cada notícia de forma clara e rápida. Aqui você lê tudo o que precisa saber em menos de 60 segundos. Assine nossa newsletter e receba as principais notícias do dia direto no seu e-mail.