Os Estados Unidos bombardearam o Irã nesta segunda-feira, 13, pelo segundo dia seguido, para tentar impedir um possível bloqueio do Estreito de Ormuz. O Irã respondeu com ataques contra bases americanas em países do Golfo e a tensão voltou a subir.
EUA dizem que atingiram defesas e radares iranianos para evitar fechamento do Estreito de Ormuz
As forças americanas no Oriente Médio afirmaram que atacaram sistemas iranianos de defesa aérea militar.
O alvo citado também inclui unidades de radar na costa, capacidades de mísseis e drones, além de barcos pequenos.
Irã relata bombardeios em Qeshm, Bandar Abbas e Mahshahr, enquanto Guarda Revolucionária mira Jordânia, Bahrein e Kuwait
A imprensa estatal iraniana disse que os ataques americanos atingiram áreas do sul e do oeste do país, com menções à ilha de Qeshm e a Bandar Abbas, perto do Estreito de Ormuz.
Em Mahshahr, no sudoeste, a reportagem cita um relato de que “uma pessoa foi martirizada e quatro ficaram feridas” no bombardeio, segundo uma autoridade da província de Khuzestan citada pela agência IRNA.
A Guarda Revolucionária Islâmica anunciou ataques depois disso, incluindo a Base Aérea Príncipe Hassan, na Jordânia, um centro de comando de drones militares no Bahrein e duas bases aéreas no Kuwait, também com informações de IRNA.
Acordo de trégua de 60 dias perde força após cessar-fogo “acabou” e novos ataques a navios
Os EUA e o Irã assinaram em 17 de junho um protocolo com 60 dias de trégua para negociar o fim permanente da guerra no Oriente Médio, que começou em 28 de fevereiro após um ataque conjunto israelo-americano contra o território iraniano.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse na última semana que o cessar-fogo “acabou” por causa dos ataques iranianos a navios em Ormuz, onde antes da guerra passavam 20% do petróleo e do gás natural liquefeito do mundo.
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