EUA: Cornell proíbe festas em casas de fraternidades durante investigação de estupro coletivo

A Universidade Cornell proibiu todas as festas e eventos sociais nas casas das fraternidades do campus pelo restante do ano letivo. A medida foi tomada enquanto a instituição trata de uma investigação sobre um caso de estupro coletivo envolvendo uma aluna.

Cornell corta festas nas casas das fraternidades após nova etapa no caso

A decisão foi anunciada por carta do reitor de Cornell, Michael Kotlikoff, nesta terça-feira, 13.

Na carta, Kotlikoff disse que a medida serve para avaliar como e se a vida nas fraternidades pode continuar com segurança em Cornell.

Pedido civil em 16 de setembro e reabertura criminal no condado de Tompkins

Em outubro de 2024, uma estudante identificada no processo como Jane Doe, então com 20 anos, alegou ter sido drogada e estuprada por várias horas por sete integrantes da fraternidade Chi Phi na sede do grupo.

No mês passado, Jane Doe entrou com uma nova ação civil contra a universidade, a fraternidade, a própria sororidade e os sete estudantes. Pouco depois, a promotoria local reabriu a investigação criminal.

A promotoria do condado de Tompkins, no estado de Nova York, afirmou que vai analisar as novas alegações e que o caso pode ir a um júri de instrução. A ação foi apresentada em 16 de setembro e descreve pressão para consumir álcool e drogas, incluindo cetamina e maconha, durante uma festa em outubro de 2024.

Reitor diz que fraternidade com festa terá suspensão imediata

Na carta, Kotlikoff escreveu que qualquer fraternidade que realizar uma festa ou evento social interno vai receber uma suspensão de emergência imediata.

Cornell informou que vai oferecer mais apoio às vítimas de agressão sexual, com um profissional dedicado a ajudar pessoas a denunciarem más condutas e outros processos dentro da universidade.

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