Estados Unidos e Irã concordaram nesta terça-feira, 7, com um cessar-fogo de duas semanas, pouco antes de expirar o ultimato de Donald Trump. A trégua movimentou líderes de vários países e a discussão agora passa por como manter a pausa.
Países citam trégua temporária e cobram medidas para manter a pausa
O acordo de duas semanas gerou reações positivas, mas cautelosas, em lideranças internacionais.
Vários governos destacaram que a trégua precisa virar algo mais firme e que a crise no Oriente Médio continua.
Shehbaz Sharif mediou o acordo e Netanyahu rejeitou parte da informação sobre o Líbano
O primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, disse na terça-feira que Teerã, Washington e seus aliados “concordaram com um cessar-fogo imediato em todas as frentes, incluindo o Líbano e outros lugares”.
O gabinete do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, rejeitou essa informação e afirmou que o acordo exclui o território libanês.
O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, falou em “um momento de alívio”, mas pediu um “acordo duradouro” que garanta a reabertura do Estreito de Ormuz, rota marítima por onde passa cerca de 20% de todo o petróleo do mundo.
Israel volta a atacar no sul do Líbano e Irã diz que não confia nas promessas dos EUA
Mesmo com o cessar-fogo, o Exército de Israel realizou novos ataques no sul do Líbano nesta quarta-feira e disse que as operações contra a milícia pró-Irã Hezbollah continuam.
O porta-voz militar de Israel emitiu alertas para moradores do sul de Beirute e da cidade de Tiro deixarem suas casas. Depois do aviso, um ataque aéreo em Sidon deixou oito mortos e 22 feridos, segundo o Ministério da Saúde local.
Este conteúdo faz parte do Manchete Online, um projeto dedicado a trazer o essencial de cada notícia de forma clara e rápida. Aqui você lê tudo o que precisa saber em menos de 60 segundos. Assine nossa newsletter e receba as principais notícias do dia direto no seu e-mail.