Evo Morales, ex-presidente da Bolívia, foi considerado culpado por desacato nesta segunda-feira, 11, depois de não ir ao Tribunal Departamental de Tarija para um julgamento ligado a tráfico de uma menor. A decisão e o adiamento da sessão foram divulgados pelo juiz Carlos Oblitas.
Juiz Carlos Oblitas suspende sessão após ausência de Morales em Tarija
O juiz Carlos Oblitas suspendeu a abertura da sessão marcada para 8h30 no horário local, 9h30 em Brasília. A suspensão aconteceu por causa da ausência do réu.
O advogado de Morales, Nelson Cox, disse que o ex-presidente não compareceria ao tribunal. Ele afirmou que Morales acredita que não teria um julgamento justo e que respeite o devido processo legal.
Acusações citam relação com adolescente e suposto tráfico com troca por benefícios
Morales foi acusado de manter um relacionamento com uma adolescente e engravidá-la em 2016, quando cumpria seu terceiro mandato. Segundo a acusação, os pais da menina teriam consentido com o relacionamento em troca de benefícios.
O procurador departamental de Tarija, José Mogro, declarou que os investigadores reuniram mais de 170 provas. A acusação classificou o caso como tráfico de pessoas qualificado, e afirmou que a adolescente tinha 15 anos, enquanto Morales tinha 55.
Morales diz que enfrenta perseguição e segue com bens bloqueados e prisão em pauta
Em publicação no X, antigo Twitter, Morales afirmou que é alvo de “perseguição judicial e midiática brutal com acusações fabricadas para me aniquilar moral e fisicamente”. Ele disse que não negou que manteve relações com a menor de idade, mas rejeitou as acusações criminais.
Morales não compareceu a dois mandados de prisão, ambos emitidos em 2025, e por isso seus bens foram confiscados preventivamente. Ele também não pode sair do país, e seus apoiadores montaram barricadas na região de Chapare, em Cochabamba, para impedir o cumprimento dos mandados.
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