A Justiça síria condenou nesta segunda-feira, 24, o ex-grande mufti Ahmed Badreddin Hassoun à prisão perpétua. A decisão cita incitação ao ódio sectário e abuso de poder durante o regime de Bashar al-Assad.
Primeira sentença contra um líder religioso nos julgamentos do novo governo
O caso faz parte de uma série de condenações anunciadas pelas novas autoridades islamistas do governo de Ahmed al-Sharaa.
Entre essas decisões, esta foi a primeira sentença aplicada a um líder religioso.
Condenação citou acusações como “ódio confessional e racial” e participação em assassinatos
Segundo o tribunal de Damasco, Hassoun foi condenado à prisão perpétua em sua presença por “estimular a guerra civil e os confrontos confessionais”.
Além disso, o ex-grande mufti recebeu outras penas, de entre três e 20 anos de encarceramento. As acusações citadas incluem “incitação intencional ao assassinato, participação direta” em assassinatos e ter estimulado o “ódio confessional e racial”.
Hassoun ocupou o cargo por 16 anos. O texto lembra que ele era conhecido pela proximidade com Assad e fazia aparições ao lado do ditador em cerimônias e atos religiosos.
Assad já foi condenado à morte e seus irmãos fugiram para a Rússia em 2024
O artigo cita que, em 2021, Assad promulgou um decreto que suprimiu o cargo de grande mufti e ampliou as competências de um Ministério dos Assuntos Religiosos. O decreto forçou a aposentadoria de Hassoun.
No início deste mês, um tribunal da Síria condenou à morte o próprio Assad, bem como seu irmão mais novo, Maher al-Assad, por crimes contra a humanidade e crimes de guerra. O texto diz que os irmãos não estavam no julgamento e fugiram para a Rússia em dezembro de 2024, com asilo concedido por Vladimir Putin.
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