Pesquisador da FGV afirmou que o arcabouço fiscal do governo Lula “não tem credibilidade nenhuma no mercado”. Ele disse que, mesmo com medidas lançadas antes do pleito, o governo terá que repensar o controle dos gastos e da dívida pública no próximo ano.
Medidas próximas da eleição ganham fôlego, mas consequências chegam depois
O governo costuma aproveitar anos de eleição para aumentar gastos com a máquina pública.
O eleitor pode não sentir os efeitos na hora, porque as medidas são lançadas, recicladas, anunciadas ou propostas perto do pleito.
FGV cita fala de Rafael Barros Barbosa e liga crédito a inflação e juros
Rafael Barros Barbosa, do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da FGV, disse que o mercado não confia que o governo Lula vai controlar a dívida.
Barbosa afirmou que, no próximo ano, será preciso “fazer um arrocho maior” e que as medidas atuais podem deixar esse ajuste menos apertado só do ponto de vista do tamanho do pacote.
Ele também mencionou que uma enxurrada de estímulo ao crédito pode chegar à ordem de 230 bilhões de reais, segundo a Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG), e que isso tende a pressionar a inflação e levar a uma alta da taxa de juros.
Próximo ano pode exigir corte de gastos enquanto Banco Central tenta conter a inflação
De acordo com Barbosa, com juros mais altos o governo pode ficar sem espaço para expandir a receita e terá de cortar gastos.
Ele disse que o governo teria que repensar o arcabouço fiscal enquanto a economia segue com o freio de mão puxado, já que o Banco Central vai tentar controlar a inflação.
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