Flávio Bolsonaro (PL-RJ) disse nesta segunda-feira, 15, que defende classificar milícias como grupos narcoterroristas. O senador também citou como exemplo as facções Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC).
Senador diz que milicianos devem ser enquadrados como terroristas
Flávio Bolsonaro afirmou que qualquer criminoso que imponha medo coletivo e use as práticas do CV e PCC precisa ser enquadrado como terrorista, incluindo milicianos. Ele fez a declaração na defesa da classificação desses grupos.
Durante a fala, ele vinculou a ideia de “medo coletivo” ao controle de territórios por esses grupos.
Fórum VEJA Rumos do Brasil: cobrança de taxas em comunidades do Rio
No Fórum VEJA Rumos do Brasil, Flávio Bolsonaro citou a cobrança de taxas pela milícia em comunidades do Rio de Janeiro. Ele disse que os grupos dominam bairros inteiros e impõem um medo coletivo.
Ele também afirmou que, para abrir comércio em locais dominados por esses grupos, a pessoa precisa pagar taxa para miliciano ou traficante. Segundo ele, “A gente tem que libertar essas pessoas”.
Acusações anteriores e encerramento de investigações sobre rachadinha
Flávio Bolsonaro já foi acusado por opositores de ligação com milícia, mas o texto diz que não havia apuração em aberto sobre o tema. Ele concedeu a Adriano da Nóbrega, apontado como integrante da milícia de Rio das Pedras, a Medalha Tiradentes, maior honraria dada pela Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro.
O Ministério Público do Rio apontou que Flávio empregou a mãe e a esposa de Adriano em seu gabinete entre 2007 e 2018, em um esquema de rachadinha. As investigações foram encerradas em 2021 após o STF e o STJ anularem as provas coletadas pela investigação.
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