Flávio Bolsonaro afirmou que vai levar “para o túmulo” informações sobre a própria saída do Brasil. A declaração aparece em um relato de entrevista ao The New York Times apresentado no Ponto de Vista, de VEJA.
Afirmação de Flávio coloca ajuda estrangeira em debate após entrevista ao New York Times
O relato publicado por VEJA diz que o New York Times manteve a versão de que Flávio contou com ajuda de um oficial dos Estados Unidos para sair do Brasil.
Na mesma entrevista, Flávio teria negado ter recebido auxílio de nenhum governo e evitado detalhar as circunstâncias da viagem.
Viagem após derrota e trajetória por Miami, Equador e Argentina entram no relato
Segundo a reportagem, Flávio chegou a Miami em 28 de outubro, três dias depois do segundo turno das eleições presidenciais.
O senador também passou pelo Equador e pela Argentina, e a reportagem citou que, nesse último país, um dos principais assessores do presidente Javier Milei o encontrou em um aeroporto.
A reportagem registra ainda que Flávio disse que a decisão de deixar o país foi tomada espontaneamente, em conversa com a mulher, após concluir que poderia enfrentar o mesmo destino de Jair Bolsonaro, ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), condenado a 27 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado.
Ricardo Ferraz critica estratégia e diz que segredo não basta para mostrar influência
No programa, o editor de VEJA Ricardo Ferraz questionou o efeito político da saída e afirmou que o mistério não resolve a dificuldade de Flávio de manter influência no Brasil.
Ferraz disse que a questão é quanto o senador consegue influenciar a política brasileira.
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