Flávio Bolsonaro anunciou que quer eleger os presidentes da Câmara e do Senado, além de mudar a Constituição e “redemocratizar este país”. O plano entra no centro da corrida eleitoral e levanta dúvidas sobre como mudanças constitucionais avançariam no Congresso.
Promessa de “redemocratizar” e mudança constitucional vira debate sobre matemática no Congresso
O anúncio cita a ideia de “redemocratizar este país” e fala em mudar a Constituição.
No Congresso, propostas de emendas constitucionais dependem de votos que ultrapassam o tamanho do partido, o que coloca negociações no caminho.
Partido Liberal tem 121 deputados, mas faltariam 187 votos para mudar a Constituição
Para aprovar emendas constitucionais na Câmara, o Partido Liberal de Flávio Bolsonaro acaba de eleger 121 deputados federais e precisaria de outros 187 para chegar ao quórum.
O mínimo exigido na Câmara é de 308 votos, em dois turnos, no plenário de 513 deputados.
No Senado, se Flávio Bolsonaro for eleito, ele precisaria no mínimo de 49 votos, em dois turnos. O Partido Liberal vai ocupar 28 cadeiras no plenário de 81 senadores a partir de fevereiro, o que deixa 21 votos a mais para chegar ao quórum mínimo.
Sem maioria, negociação com o Centrão vira ponto decisivo se ele vencer
Sem maioria de votos na Câmara e no Senado, Flávio Bolsonaro teria que negociar para transformar projetos em votação.
A negociação envolveria o agrupamento parlamentar conhecido como Centrão, citado como necessário para formar maioria nos plenários.
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