O ministro Flávio Dino, do STF, determinou o bloqueio de R$ 6,1 milhão na conta do ex-deputado e ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha. A decisão aponta que Cunha vinha direcionando emendas parlamentares, somadas, no valor que levou ao bloqueio.
Dino cita atuação de Eduardo Cunha sem mandato no direcionamento de emendas
Na decisão, Dino usa trechos da investigação da Polícia Federal que constam no processo. O ministro afirma que, mesmo sem exercer mandato parlamentar, Cunha teria atuado como mandante do direcionamento de valores públicos.
A decisão também liga essa atuação à campanha anunciada de Eduardo Cunha ao cargo de Deputado Federal pelo Estado de Minas Gerais.
Bloqueio de R$ 6,1 milhão saiu de investigação sobre emendas e prazos do caso
O bloqueio foi determinado pelo ministro Flávio Dino com base na soma de várias emendas parlamentares citadas na investigação. O valor total chega a R$ 6,1 milhão.
A decisão é da última segunda-feira, 6, mas foi tornada pública apenas neste domingo, 12. Na sexta, 10, o presidente nacional do PL Valdemar Costa Neto também foi alvo de uma decisão de Dino com esse mesmo teor.
Publicação neste domingo e próximos alvos citados na mesma linha de decisão
Como a decisão foi divulgada neste domingo, 12, o bloqueio entra em foco para acompanhamento imediato. O caso envolve Eduardo Cunha, citado na decisão como atuando no direcionamento de emendas mesmo sem mandato.
O texto menciona ainda a decisão anterior contra Valdemar Costa Neto, no dia 10, tomada por Flávio Dino com o mesmo tipo de acusação.
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