A França anunciou nesta sexta-feira, 28, que gigantes da “fast fashion”, como Shein e Temu, vão pagar mais por produtos vendidos no país a partir de 1º de setembro. A cobrança será baseada na pontuação ambiental de cada item.
Medida usa pontuação ambiental para penalizar a “fast fashion”
O Ministério da Transição Ecológica da França publicou uma portaria no Diário Oficial com as regras para aplicar as penalidades financeiras. As punições vão entrar aos poucos, conforme o desempenho ambiental de cada produto.
As multas arrecadadas serão direcionadas para empresas com melhor desempenho ambiental. O governo disse que o montante, ainda sem valor informado, será “mais do que suficiente” para bancar as bonificações previstas.
Multas começam em 2026 e chegam a 19,50 euros por peça em 2030
Segundo a agência AFP, nos primeiros dois anos, 2026 e 2027, as empresas terão que pagar 0,50 euro (R$ 3) por cada cueca boxer ou par de meias.
No mesmo período, a cobrança também será de 2 euros (R$ 12) por cada camiseta, 9 euros (R$ 54) por cada calça jeans e 12 euros (R$ 72) por cada casaco. O texto aponta que a escala pode chegar a 19,50 euros (R$ 117) por peça em 2030.
França diz que vai enfrentar o descarte rápido; preços ainda são incertos
O ministro Mathieu Lefèvre afirmou no X, antigo Twitter, que a França vira “pioneira na Europa” para “combater um modelo baseado em fazer uma peça de roupa passar, em tempo recorde, das prateleiras de uma loja para a lixeira de sua casa”.
Por enquanto, ainda não se sabe como a regra vai afetar os preços das roupas no país. No fim de julho, a China advertiu a França que poderia tomar medidas contra a lei.
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