França: estudantes mantêm bloqueios após governo chamar resposta de ‘insuficiente’

Estudantes do ensino médio e universitários voltaram a bloquear escolas e protestar em várias cidades da França nesta quinta-feira, 8. Depois de reunião com o governo do presidente Emmanuel Macron, associações estudantis disseram que a resposta foi “insuficiente” e retomaram os atos.

Protestos voltam a fechar escolas na França e ganham as ruas em várias cidades

Nesta quinta, estudantes foram às ruas em cidades como Lille, Rennes, Nantes, Lyon, Toulon e Marselha.

Em Paris, os alunos marcharam juntos do centro da cidade até a Praça da Bastilha.

Geffray fala em plano para troca de professores e mudanças no Parcoursup

Em Reims, o ministro da Educação, Édouard Geffray, se reuniu com alunos e professores para discutir as reivindicações dos estudantes.

Depois do encontro, ele disse que vai “implementar um plano emergencial para garantir que professores ausentes possam ser substituídos no longo prazo”. Ele também anunciou revisão dos horários, chamados por ele de “bastante extensos”, e mudanças no Parcoursup, sistema de candidaturas à universidade criticado pelos estudantes.

O primeiro-ministro, Sébastien Lecornu, prometeu uma resposta “concreta, rápida e totalmente financiada” até o final do mês.

Ministério diz que maioria das escolas segue aberta; atos continuam apesar das promessas

O Ministério da Educação informou que, nesta quinta, menos escolas de ensino médio foram bloqueadas. Cerca de 220 ficaram fechadas durante a manhã e 157 na hora do almoço, o que coloca cerca de 95% das escolas de ensino médio francesas pelo menos parcialmente abertas.

Mesmo assim, marchas reuniram até 5 mil manifestantes, houve novos confrontos com a polícia em Paris e, em Rennes, agentes de choque usaram canhões de água para dispersar os manifestantes.

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