A futura Secretaria de Segurança do Rio de Janeiro ainda não começou, mas já registrou sua primeira ocorrência: uma crise de autoridade entre deputados ligados à disciplina e à hierarquia.
A confusão começou após informações sobre a intenção do governador eleito Douglas Ruas (PL) de recriar a pasta e centralizar o comando das polícias Civil e Militar.
Ideia de comando central para as polícias trava acordo entre deputados da bancada da bala
Integrantes da chamada bancada da bala ficaram desconfortáveis ao saber que o governador eleito Douglas Ruas (PL) quer recriar uma Secretaria de Segurança.
A proposta prevê que as polícias Civil e Militar fiquem subordinadas a um comando central, o que abriu espaço para disputa interna.
Douglas Ruas (PL) e a falta de parlamentar no cargo viram motivo de briga
O embate ganhou força quando surgiram informações de que o futuro secretário não deverá ser um parlamentar.
Com isso, a bancada passou a cobrar uma delegacia especializada para investigar reuniões sem a presença de deputados, além de analisar omissão de convites, silêncio em grupos de WhatsApp e encontros sem autorização prévia.
A proposta também cita setor de perícia para identificar quem visualizou mensagens e não respondeu, e uma central de denúncias para parlamentares que dizem ter descoberto decisões pela imprensa.
Deputados pedem protocolo para não serem esquecidos na distribuição de cargos
Outra ideia em análise é a criação de um protocolo de segurança institucional para proteger autoridades contra o risco de não serem lembradas na distribuição de cargos.
Enquanto isso, a população segue aguardando soluções para a violência e os deputados tentam definir quem vai mandar em quem.
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