Gilmar Mendes diz que impeachment funciona como “parlamentarização do presidencialismo”

Gilmar Mendes, ministro do STF, avaliou no documentário “963 Dias” que o impeachment funciona como “um tipo de parlamentarização do presidencialismo”. Ele falou disso ao tratar do que ocorre quando o presidente não consegue formar maioria no Congresso e entra em crise.

Gilmar Mendes liga impeachment à dificuldade de formar maioria no Congresso

Gilmar disse que, quando o governo não constrói “bases sólidas” no Congresso, a situação vira um impasse. Ele citou uma crise que dificulta um governo “de aparente minoria”.

No filme, o ministro afirmou que o impeachment passa a funcionar como “a solução” e que essa saída “é uma solução política”. A declaração foi feita na entrevista para o documentário sobre o governo de Michel Temer.

Documentário “963 Dias” reúne falas de Gilmar Mendes e Rodrigo Maia

O documentário “963 Dias” trata do governo de Michel Temer. A obra foi dirigida por Bruno Barreto e estreia no segundo semestre.

Rodrigo Maia, ex-presidente da Câmara dos Deputados, também participou do filme. Ele defendeu uma reavaliação do impeachment e disse que não é “a decisão de ter [o impeachment] na Constituição”, mas “a forma como o presidente da Câmara decide”.

Maia afirmou que esse processo fica “muito individual”. Ele disse que ficou responsável por analisar diversos pedidos de impeachment nos governos Temer e Bolsonaro.

Foco no papel do presidente da Câmara nas decisões de impeachment

Rodrigo Maia citou a forma de decisão do presidente da Câmara como ponto central. Ele voltou a dizer que esse modelo “não é bom”.

O público vai acompanhar as falas no documentário “963 Dias”, que entra em cartaz no segundo semestre.

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