Gilmar Mendes disse que o afastamento de Andrei Rodrigues da direção-geral da Polícia Federal, decidido por André Mendonça, deve ser analisado no plenário do STF. O ministro apresentou um despacho para justificar o pedido de vista que interrompeu o julgamento no plenário virtual.
Decisão de André Mendonça sobre Andrei Rodrigues pode voltar ao plenário físico
Gilmar Mendes sinalizou nesta terça-feira, 8, que a decisão precisa passar pelo plenário do Tribunal. Ele defendeu que o caso não deve ficar só na Segunda Turma.
O decano informou que apresentou, no fim da tarde, um despacho explicando o pedido de vista. Esse pedido interrompeu o julgamento feito no plenário virtual.
Relatórios de inteligência e referência a casos ligados a Alexandre de Moraes
Gilmar disse que os relatórios de inteligência da Polícia Federal, apontados como motivo do afastamento, foram produzidos por provocação de membro da Primeira Turma. Para ele, isso puxa a competência do caso para o plenário.
Ele também mencionou que o vazamento das investigações sobre os relatórios da PF já está em análise na presidência do Supremo. Gilmar tratou a decisão sobre Andrei Rodrigues como desdobramento dessa mesma situação.
O ministro citou trecho do despacho de André Mendonça na Pet 16.662/DF, com decisão de 1º de setembro de 2026. No texto, Mendonça escreveu que o exame da matéria deve ocorrer no Plenário, em sessão presencial e pública, em data a ser definida pela Presidência do STF.
Pedido de vista travou referendo na Segunda Turma; Cármen Lúcia ainda não votou
Nesta terça-feira, André Mendonça determinou o afastamento de Andrei Rodrigues, citando a confecção de relatórios de inteligência que o monitoraram. A decisão foi submetida no plenário virtual a referendo da Segunda Turma, com Luiz Fux e Nunes Marques acompanhando Mendonça.
Gilmar pediu vista e levou o caso para análise no plenário físico. Cármen Lúcia ainda não votou.
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