O governo federal ampliou concessões a igrejas evangélicas, com lotes para templos e dinheiro para eventos como a “Marcha para Jesus”. Ao mesmo tempo, uma pesquisa Genial/Quaest mostrou que a desaprovação de Lula entre evangélicos chegou a 68%.
Concessões incluem terras, verbas para eventos religiosos e uso de estruturas públicas
O governo afirma ter feito acordos com igrejas evangélicas para promover ações de inclusão e qualificação profissional.
Entre as medidas estão autorizações de uso de terras em assentamentos da reforma agrária para a construção de templos e repasses ligados a eventos religiosos em diferentes cidades do país.
Pesquisa aponta 68% de desaprovação entre evangélicos e lista traz lotes e convênios
A pesquisa Genial/Quaest divulgada na quarta-feira, 15, mostrou que o índice de desaprovação de Lula entre os evangélicos é de 68%, o maior percentual desde julho do ano passado.
Desde o início do governo, o Incra assinou termos de autorizações de uso de terras em assentamentos para igrejas evangélicas, com entrega gratuita de lotes para a Igreja Universal do Reino de Deus, Igreja Batista El-Shadai, Assembleia de Deus e Congregação Cristã no Brasil.
O governo também assinou sete convênios entre os ministérios do Turismo e da Cultura para a realização de cinco “Marcha para Jesus” e dois festivais de música gospel. Esses convênios garantem repasses de 220 a 450 mil reais para os municípios, com recursos já enviados para Santa Maria (RS), Ribeirão Claro (PR), Aratuba (CE), Álvares Machado (SP) e Presidente Prudente (SP), além de 950 mil reais liberados no final de 2025 para Porto Alegre (RS) e Cuiabá (MT).
Convênios e protocolos seguem com oposição citando ataques a cristãos em ano eleitoral
Em julho do ano passado, o então ministro do Desenvolvimento e Assistência Social Wellingon Dias assinou um protocolo de adesão de 16 entidades evangélicas ao Programa Acredita no Primeiro Passo, com participação em ações de inclusão socioeconômica de pessoas inscritas no Cadastro Único.
A oposição disse que não vê mudança na desaprovação. O líder do PL na Câmara, deputado Sóstenes Cavalcante (RJ), afirmou que a rejeição a Lula estaria ligada à defesa feita por ele do comunismo e do aborto, e disse: “O Lula ficou três anos atacando os cristãos. Agora não adianta querer agradar em ano de eleição”.
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