O primeiro-ministro da França, Sébastien Lecornu, pediu aos prefeitos “uma série de toques de recolher parciais” após protestos com violência no fim de semana. Nesta manhã, manifestantes bloquearam o acesso ao Louvre, em Paris, em apoio ao movimento estudantil.
Toques de recolher parciais entram na pauta após violência em protestos
Lecornu falou nesta segunda-feira, 19, que solicitou a medida para determinadas áreas urbanas.
Ele disse que o Ministério do Interior vai divulgar durante a tarde um “mapeamento bastante preciso” das zonas afetadas.
Macron faz pronunciamento e governo cita saques, pilhagens e confrontos
O premiê associou os distúrbios à extrema esquerda e a criminosos. Ele afirmou que “não se pode permitir que se instalem” saques e pilhagens.
Durante a reunião de crise, Lecornu falou que o governo pode decretar estado de emergência se for necessário, mas tratou os toques de recolher como uma resposta mais adequada neste momento.
No domingo, 18, o Ministério do Interior informou que 2 397 pessoas foram detidas e 997 policiais ficaram feridos nos protestos do sábado, 17. Emmanuel Macron disse na TV: “Nada justifica, nada explica e nada desculpa a violência”.
Atos estudantis fecham o Louvre e movimento planeja novos protestos
O bloqueio desta segunda-feira foi liderado por quase 50 estudantes da Escola do Louvre.
O movimento dos coletes amarelos, ligado à mobilização de 17 de outubro, anunciou novos protestos para o próximo sábado.
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