O Governo Federal intensificou a preparação para enfrentar os impactos do El Niño, que deve ganhar força entre outubro e dezembro. Nesta quinta-feira (18), o ministro Waldez Góes informou que 20 ministérios já estão mobilizados para monitorar o fenômeno.
20 ministérios em sala de situação na Casa Civil para acompanhar o El Niño
Waldez Góes afirmou que a coordenação ocorre em uma sala de situação pela Casa Civil. O objetivo é monitorar o El Niño e organizar medidas preventivas.
Ele disse que a Defesa Civil Nacional, o Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (CEMADEN) e o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) fazem reuniões frequentes. Essas reuniões geram informações atualizadas para a sala de situação.
Previsão aponta início entre julho e setembro e efeitos de seca e chuvas por região
O ministro explicou que as previsões indicam início do El Niño entre julho e setembro e intensificação entre outubro e dezembro. Ele citou efeitos esperados como seca e estiagem no Norte e no Nordeste.
Waldez Góes também apontou aumento das chuvas e das cheias no Sul. No Centro-Oeste e no Sudeste, incluindo o Pantanal, ele citou inverno menos intenso, com forte aquecimento e risco de estiagem.
Medida Provisória e recursos para incêndios, além de alertas em áreas de risco
Góes disse que uma Medida Provisória assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva vai destinar recursos ao Ibama e ao ICMBio. Ele associou a medida ao reforço de ações de prevenção a incêndios florestais.
Ele citou o Plano Nacional de Proteção e Defesa Civil (PNPDC) e o Defesa Civil Alerta (DCA). O DCA envia mensagens automáticas para celulares em áreas de risco iminente. O ministro também afirmou que a atuação não deve ser afetada pelo período eleitoral por causa das exceções previstas em casos de emergência e calamidade pública.
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