O aumento de preços de petróleo, combustíveis e alimentos deve atravessar a campanha eleitoral, puxado pela guerra em curso desde março. O tema afeta também programas assistenciais ligados ao gás e pode entrar em choque com decisões do governo.
Guerra desde março eleva custo e ganha espaço na campanha
Desde o começo da guerra, em março, os preços sobem em cadeia. Isso inclui petróleo, combustíveis e alimentos, com impacto direto no bolso durante a temporada eleitoral.
O governo discute controle do tempo da guerra e dos preços do petróleo. Também entra no centro a preocupação com o efeito disso no humor dos eleitores.
Lula manda polícia caçar empresário e Petrobras pune coordenador de leilão
Lula diz que mandou a polícia caçar algum empresário desde o início da guerra. Ele também chama empresários de “bandidos” e cita especulação com derivados do petróleo, com foco em diesel e gás de cozinha.
Em um comício no fim de semana, Lula evitou falar do aumento de 55% imposto pela Petrobras no preço do querosene de aviação. No mesmo evento, ele chamou de “bandidagem” o resultado de um leilão de gás, com lances que chegaram a 77% acima do preço estimado.
Nesta segunda-feira (6/4), em uma intervenção executada por dois ministérios, a Petrobras puniu com demissão o coordenador do leilão de gás. O governo liga a medida à campanha e também levanta a chance de pressão nos preços do gás leiloado, com alta de até 77%.
Projeto no Congresso e impacto em “Gás do Povo” a partir de maio
Lula mandou um trio de ministros anunciar o envio ao Congresso de um projeto de lei para aumentar penalidades para crimes contra a economia popular. O texto prevê penas de dois a cinco anos de detenção para “aumento abusivo de preços” e “restrição artificial de oferta”.
O governo diz que “Gás do Povo” foi triplicado. A partir de maio, a distribuição de botijões com combustível subsidiado deve chegar a 16 milhões de residências em 2,9 mil municípios.
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