Veículos estrangeiros analisam a disputa eleitoral no Brasil entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) poucos dias antes do pleito. A cobertura cita riscos para democracia, economia e meio ambiente e destaca a influência de atores externos.
The Economist chama a corrida de “concurso de impopularidade”
A revista britânica The Economist publicou uma análise com a manchete: “O próximo presidente do Brasil será um nepobaby vingativo ou um esquerdista decrépito”.
A publicação descreveu a eleição como um “concurso de impopularidade” e disse que a “decepção é garantida”.
Lula e Flávio aparecem ligados a gastos, indulto e crise na democracia
A revista comparou Lula a Joe Biden e citou críticas à indisciplina fiscal.
Sobre Flávio Bolsonaro, a análise diz que ele atua como herdeiro político e que a plataforma central inclui indultar o pai, Jair Bolsonaro, condenado a 27 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado.
Outro texto da revista afirmou que “Nenhum dos dois é credível quando se trata de enfrentar os dois maiores problemas do Brasil: a corrupção enraizada e a expansão implacável dos gastos públicos” e que “O futuro reluzente do Brasil ficará suspenso por pelo menos mais quatro anos”.
El País, The Guardian e NYT miram “involução democrática” e possível intervenção de Trump
O The Guardian afirmou que a escolha dos eleitores brasileiros “afetará o mundo inteiro” e alertou para risco à democracia e ao meio ambiente na Amazônia, além de dar fôlego à postura intervencionista de Donald Trump na América Latina.
O jornal espanhol El País publicou a análise “Brasil, perigo de involução” e citou os atentados de 8 de janeiro de 2023 contra as sedes dos Três Poderes como marco. Já o The New York Times focou o chamado “Fator Trump” e citou uma “barreira de proteção” em Brasília para combater a desinformação e proteger as urnas eletrônicas de ingerências internacionais.
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