Autoridades da Índia e da China iniciaram um descongelamento gradual das relações e colocaram empresas para voltar a conversar. O movimento ganhou ritmo em abril com visita de delegação indiana a polos na China, como Xangai e Zhejiang.
Reaproximação muda a tensão de foco: menos isolamento e mais coordenação comercial
Depois de anos entre rivalidade e interdependência econômica, os dois países ampliaram contatos diretos. A retomada envolve iniciativas diplomáticas, voo direto e facilitação de vistos de negócios.
Em paralelo, canais militares voltaram a operar para coordenar a retirada de tropas em áreas sensíveis da fronteira.
Empresas indianas vão à China e governos ajustam vistos, investimentos e acordos
Em abril, pela primeira vez desde 2020, uma delegação de empresas indianas visitou a China. Os encontros ocorreram em polos como Xangai e Zhejiang, com foco em parcerias em baterias e energia renovável.
A Índia flexibilizou parte das restrições a investimentos chineses e passou a permitir aprovação automática para participações de até 10%. O governo também se comprometeu a acelerar análises em setores que considera estratégicos, como eletrônicos e energia solar.
O comércio entre os dois países seguiu subindo. Em 2025, o fluxo bilateral chegou a 155 bilhões de dólares, aproximadamente 775 bilhões de reais, com aumento de mais de 12% em relação ao ano anterior.
Frente de energia e mercado externo pesa na agenda e pode atingir custos e crescimento
A reabertura acontece com pressão econômica. A Índia tenta elevar a participação da manufatura no produto interno bruto, passando de 17% para 25%, meta ligada ao governo de Narendra Modi.
O texto cita dependência de energia e riscos ligados ao suprimento que passa pelo Estreito de Ormuz. Também coloca a disputa na fronteira como um problema que segue sem solução total, mesmo com rodadas de negociações após o conflito de Galwan, em junho de 2020.
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