Inquérito da PF mostra Vorcaro mandando monitorar empresários na Venezuela

Mensagens anexadas a inquéritos da Polícia Federal apontam que Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, mandou monitorar empresários ligados a prejuízos que ele atribuía a ações na Venezuela. O caso envolve Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como Sicário, que atuava com um grupo para intimidar adversários.

Vorcaro chama Sicário e pede “levantar tudo” sobre alvos na Venezuela

Em 18 de setembro de 2024, Vorcaro enviou uma mensagem em que disse: “Esses caras me roubaram”.

Nesse mesmo dia, ele acionou Sicário pelo WhatsApp e mandou levantar informações sobre dois empresários citados no diálogo: Gabriel Garrido Lacerda e André Flores Tavares.

WhatsApp cita grupo “Turma” e documentos com dados pessoais em 19 de setembro

Após o primeiro contato, Vorcaro voltou a encaminhar mensagens para dar mais detalhes sobre os alvos. Ele afirmou que “foram para a Venezuela e me roubaram” e que o destinatário deveria “ir com força”.

Depois disso, Sicário perguntou a Vorcaro sobre uma reunião no dia seguinte, com a “Turma”, grupo que dava apoio ao banqueiro intimidando e ameaçando adversários. No diálogo, Mourão disse que o grupo teria “ficha na Interpol”.

Em 19 de setembro de 2024, Sicário enviou documentos com dados pessoais de Lacerda e Tavares. As mensagens foram obtidas por Marilson Roseno da Silva, ex-policial federal, que fazia parte da organização investigada.

Morte de Sicário na cela e negócios de Vorcaro na Venezuela entram no inquérito

As investigações apontam que Sicário foi encontrado morto na cela em que estava preso na Polícia Federal em Belo Horizonte. O desfecho registrado foi enforcamento.

Os investigadores também já sabiam que Vorcaro tinha negócios na Venezuela. O banqueiro investiu US$ 150 milhões em poços de exploração de petróleo no país.

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