Irã faz novos ataques e dá prazo para reabrir Estreito de Ormuz antes da ameaça de Trump

O Irã lançou novos ataques contra Israel e países do Golfo nesta segunda-feira, 6, e avisou que vai dar uma resposta “devastadora” se Donald Trump cumprir a ameaça de atingir instalações civis. Ele também deu até a noite de terça-feira, 7, para as forças iranianas reabrirem o Estreito de Ormuz, rota que pode pesar na economia mundial.

Atacar Israel e o Golfo aumenta a pressão antes do prazo de Trump para Ormuz

Nesta segunda, o Kuwait informou que foi alvo de ataques com mísseis e drones e que seis pessoas ficaram feridas. Os Emirados Árabes Unidos relataram um ferido após a queda de destroços de drones interceptados pela defesa antiaérea.

No domingo, um míssil atingiu Haifa, no norte israelense, e deixou dois mortos sob os escombros de um prédio. Outras duas pessoas seguem desaparecidas.

Teerã relata danos em instalação de gás e hospitais são esvaziados

O Exército israelense anunciou uma nova série de ataques contra Teerã. A Guarda Revolucionária, ligada ao regime dos aiatolás, confirmou a morte do chefe de inteligência, Majid Khademi, em bombardeios de Israel e dos Estados Unidos.

Na capital iraniana, a televisão estatal Irib informou que uma instalação de gás foi danificada e parte da cidade de abastecimento ficou sem fornecimento. A imprensa do país disse que vários disparos atingiram bairros residenciais, e oito hospitais precisaram ser esvaziados, com cinco mortes em Qom, na área central, segundo a agência Tasnim.

Trump cobra abertura do Estreito de Ormuz e Teerã fala em represália “muito mais devastadora”

O ultimato ocorre no meio da tensão antes do prazo de Trump, que deu até a noite de terça-feira (21h no horário de Brasília) para a Guarda Revolucionária Islâmica abrir Ormuz. A rota passa por onde circulam 20% do petróleo e do gás consumidos pelo planeta.

Donald Trump escreveu na Truth Social no domingo: “Abram o estreito, seus bastardos loucos, ou vocês vão viver no inferno”. O vice-ministro das Relações Exteriores do Irã, Kazem Gharibabadim, citou “crimes de guerra”, e o comando militar iraniano avisou que, se ataques a alvos civis continuarem, as próximas fases de operações de ataque e represália serão “muito mais devastadoras e amplas”.

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