O ministro da Defesa israelense, Israel Katz, disse nesta quinta-feira, 4, que as tropas vão continuar operações terrestres no sul do Líbano horas depois de um cessar-fogo entre Beirute e Tel Aviv.
Katz também falou que as Forças de Defesa de Israel não vão sair da região e que a população deslocada não poderá voltar para casa.
Israel promete ficar no sul do Líbano e manter zona de segurança
Katz afirmou que as Forças de Defesa de Israel (IDF) vão continuar no sul do Líbano, sem retirada, incluindo o Castelo de Beaufort.
Ele disse que as centenas de milhares de pessoas deslocadas não poderão retornar às suas casas enquanto as operações seguem.
Após trégua, Israel declara poder atacar Beirute e faz alerta no Zahrani
Segundo Katz, o acordo de trégua também dá ao Exército israelense “liberdade” para atacar Beirute se o Hezbollah atacar comunidades em Israel.
O porta-voz Avichay Adraee alertou moradores do sul do Líbano e disse que Israel seguirá atacando “instalações e infraestrutura do Hezbollah na área ao sul do rio Zahrani e arredores”.
A Agência Nacional de Notícias do Líbano informou que Israel fez ataques com drones em Kfar Tebnit e Tiro. A milícia Hezbollah, apoiada pelo Irã, disse ter atacado um posto de comando israelense perto do “histórico Castelo de Beaufort”.
Cessar-fogo foi combinado em Washington, com rodada marcada para 22 de junho
Israel e o Líbano concordaram na quarta-feira, 3, em “implementar um cessar-fogo” e criar “zonas-piloto” sob controle do Exército libanês. O presidente libanês, Joseph Aoun, afirmou que a implementação pode começar dentro de 24 horas após a aprovação final.
O acordo depende de “cessação total dos disparos do Hezbollah” e da retirada de membros do Hezbollah da área ao sul do rio Litani. As partes também marcaram nova rodada de negociações na semana de 22 de junho para buscar um “acordo global”.
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