O Japão eliminou nesta terça-feira, 21, as últimas restrições à exportação de armas, em uma mudança que abre caminho para vendas de armamento ao exterior. A alteração mexe nas regras ligadas à Constituição pacifista do país desde a derrota na Segunda Guerra Mundial.
Regras japonesas deixam de travar venda de armas para o exterior
O fim da política de restrição às exportações de armas coloca o Japão mais uma vez no mercado internacional de defesa. O governo fez a revisão das normas após décadas de limitações.
Porta-voz do governo, Minoru Kihara, anunciou a mudança e disse que a revisão permite, em princípio, a transferência de equipamento de defesa, incluindo produtos acabados.
Revisão dos “Três Princípios” vale após validação do governo e do Conselho
Segundo a agência japonesa Kyodo, a mudança foi ratificada pelo governo e pelo Conselho de Segurança Nacional. Kihara citou a revisão parcial dos Três Princípios sobre a Transferência de Equipamentos e Tecnologia de Defesa e as normas relacionadas.
As novas normas fazem parte da flexibilização progressiva da proibição geral de exportação instaurada em 1976. No passado, Tóquio exportou munições e material militar durante a Guerra da Coreia na década de 1950, depois adotou uma proibição condicionada em 1967 e, mais tarde, uma proibição total.
Premier Sanae Takaichi cita reforço da defesa e China reage a críticas
A primeira-ministra Sanae Takaichi, no poder desde outubro, disse que o Japão precisa flexibilizar as normas para reforçar a defesa nacional. Ela também tenta impulsionar a indústria armamentista como motor do crescimento econômico.
Na sequência, a publicação no X (ex-Twitter) afirma que, com a emenda, transferências de qualquer equipamento de defesa passam a ser possíveis, em princípio. A China reagiu com críticas e disse que está “muito preocupada”, além de afirmar que fará oposição “veemente” à “militarização imprudente” do Japão.
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