Julgamento sobre investigar Moraes vira debate nas redes e ganha clima eleitoral

O STF começou a analisar a Petição 16.662 nesta terça-feira, 15, para discutir a possível investigação de um ministro da Corte. O que era um tema processual virou disputa nas redes e começou a entrar em pauta com contornos eleitorais.

Conversa nas redes muda do processo para o embate político e eleitoral

No primeiro tempo da sessão, as discussões sobre quem poderia julgar o ministro e quais regras seriam usadas ganharam espaço fora do plenário.

O tema passou a rivalizar com as acusações que deram origem ao caso e com a forma como cada grupo repercutiu o andamento da votação.

Dados do monitoramento mostram alta de menções e pico antes da suspensão por horário eleitoral

Entre 8h e 13h59, a discussão reuniu 73.200 menções, feitas por cerca de 29.000 autores, segundo levantamento do Instituto Democracia em Xeque (DX), com dados do Talkwalker — plataforma de monitoramento de redes sociais.

As publicações somaram 579,3 mil interações e alcançaram potencialmente 7,5 bilhões de pessoas. O pico ocorreu pouco antes das 13h, seguido de uma queda com a suspensão da sessão para o horário eleitoral.

Kássio Nunes Marques declarou-se impedido por causa da atuação anterior na presidência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Dias Toffoli se declarou suspeito por motivos pessoais. Alexandre de Moraes foi o ministro que mais apareceu nas redes na manhã, com 230.475 menções entre 8h e 12h55, e André Mendonça teve um pico de 7.862 menções em cinco minutos perto das 12h50.

Ministros entram no centro do debate e a eleição aparece nas publicações

O levantamento mostra que 10% das publicações sobre o julgamento mencionavam a eleição, depois de um pronunciamento de Flávio Bolsonaro.

Além disso, a conversa nas redes passou a discutir o caso Moraes–Vorcaro, as relações entre ministros, seus impedimentos e a legitimidade das regras usadas pelo tribunal.

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