O Kremlin aumentou a segurança pessoal do presidente da Rússia, Vladimir Putin, e de assessores próximos, diz a CNN nesta segunda-feira, 4, com base em um relatório de inteligência. A mudança ocorre em meio a temores de golpe e a uma onda de atentados contra autoridades militares e políticas.
Medidas incluem afastar Putin de residências em Moscou e Valdai
Segundo o relatório citado pela CNN, o governo russo adotou precauções extras para garantir a segurança de Putin.
Putin deixou de frequentar suas residências em Moscou e Valdai e passou semanas em bunkers reforçados, muitos em Krasnodar, próximo ao Mar Negro.
Vigilância reforçada e restrições para quem trabalha perto do presidente
As casas de assessores próximos ao presidente também receberam sistemas de vigilância.
Cozinheiros, fotógrafos e guarda-costas foram proibidos de usar qualquer forma de transporte público. Todos que trabalham com o chefe do Kremlin só podem ter acesso a telefones sem internet, e visitantes passaram por duas revistas antes de chegar ao mandatário.
Muitas dessas medidas começaram nos últimos meses após o assassinato do general de alta patente Fanil Saranov em dezembro, na explosão de um carro-bomba no sul de Moscou.
Debate no alto comando e temor ligado a Sergei Shoigu
Em reunião de 25 de dezembro, o Chefe do Estado-Maior Valery Gerasimov disse que Alexander Bortnikov, chefe do FSB, não protegia comandantes militares. Bortnikov respondeu citando falta de recursos e funcionários.
O relatório aponta que o maior temor envolve o ex-ministro da Defesa Sergei Shoigu, ligado ao risco de golpe por influência no alto comando militar. O documento também cita a prisão recente do aliado de Shoigu, Ruslan Tsalkov.
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