Lavareda diz que polarização em pesquisas pode enganar na disputa Lula x Flávio

Antonio Lavareda, cientista político, disse no programa Ponto de Vista que a polarização nas pesquisas de segundo turno da disputa entre Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Flávio Bolsonaro pode enganar. Ele alertou para a alta volatilidade do eleitor e para a dificuldade de projetar o resultado agora.

Polarização em pesquisas pode esconder um eleitor que ainda muda

Lavareda disse que, ao olhar os números hoje, o eleitor vê mais uma “aparência” do que um cenário consolidado.

Ele citou a baixa lembrança de outros candidatos entre os eleitores como um fator que reforça artificialmente a polarização.

43% admitem mudança e simulações do segundo turno não devem ser levadas ao pé da letra

Lavareda apontou que 43% dos eleitores admitem que ainda podem mudar de voto.

Ele também afirmou que simulações de segundo turno neste momento têm baixa capacidade de prever o resultado final e não devem ser levadas tão ao pé da letra.

O cientista político lembrou que, em 2022, pesquisas indicavam vantagem de 25 pontos para Lula no segundo turno meses antes, mas o resultado final ficou com diferença inferior a dois pontos percentuais. Ele citou ainda o caso de 1998, quando levantamentos mostravam Lula à frente, enquanto Fernando Henrique Cardoso venceu no primeiro turno com ampla vantagem.

Campanha pode reorganizar preferências e aumentar a exposição de outros nomes

Lavareda disse que a campanha pode reorganizar preferências, influenciar percepções e alterar cenários.

Ele afirmou que a polarização atual pode diminuir conforme a campanha avance e novos nomes ganhem exposição, mantendo a disputa indefinida apesar da aparência de polarização.

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