Líbano e Israel vão ter nesta terça-feira, 14, em Washington, suas primeiras conversas diretas em mais de três décadas. O encontro acontece com o Hezbollah se colocando contra as negociações e com o cessar-fogo no Oriente Médio ainda frágil.
Encontro em Washington mira cessar-fogo, mas Hezbollah trava conversas
Representantes do Líbano e de Israel se reúnem em Washington nesta terça para iniciar conversas diretas pela primeira vez desde 1993.
O governo dos Estados Unidos, que atua como mediador, pressiona para conter o conflito entre as forças israelenses e o grupo ligado ao Irã. As chances de acordo seguem baixas por causa da oposição do Hezbollah às negociações.
Marco Rubio mede reunião após bloqueio no Estreito de Ormuz e guerra no dia 28 de fevereiro
O secretário de Estado Marco Rubio participa como mediador, junto com embaixadores de Israel e do Líbano nos Estados Unidos.
Os Estados Unidos dizem que “a bola está com o Irã” após a Marinha americana bloquear a navegação nos portos iranianos no Estreito de Ormuz. A Guarda Revolucionária Islâmica já tinha fechado o local antes do bloqueio.
O Líbano entrou na guerra no dia 2 de março, depois de ataques israelenses e americanos ao Irã que começaram em 28 de fevereiro. Segundo autoridades libanesas, os ataques israelenses mataram mais de 2 mil pessoas e fizeram pelo menos um milhão de pessoas fugirem de casa.
Negociações seguem no mesmo clima: trégua vai até 21 e novas conversas podem ocorrer
Tel Aviv não aceita discutir cessar-fogo com o grupo pró-iraniano e exige o desarmamento. O presidente libanês Joseph Aoun diz esperar uma trégua e o início de negociações maiores entre os dois países.
Apesar das tensões, o frágil cessar-fogo de duas semanas, acordado na última quarta-feira, segue em vigor e vai até a próxima terça, 21. Fontes ouvidas pela Reuters dizem que uma nova rodada pode acontecer no Paquistão ainda nesta semana ou, no mais tardar, no início da semana que vem.
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