Lobista Roberta Luchsinger diz “Somos governo” em mensagens ligadas a Lulinha

Mensagens anexadas a uma investigação mostram a lobista Roberta Luchsinger dizendo “Somos governo” ao falar com Gustavo Gaspar. O material liga o caso a suspeitas de tráfico de influência envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha.

Mensagens citam pedidos à administração e indicação de nomes em cargos

Roberta Luchsinger, contratada pelo Careca do INSS para abrir portas na administração Lula, resumiu como atua em defesa de quem a contrata. No diálogo, ela escreve que “tem que pedir tudo e fazer”.

A conversa citada integra a íntegra do inquérito que apura indícios de tráfico de influência, organização criminosa e corrupção envolvendo Roberta, Lulinha e o empresário Fernando Bittar.

Weverton Rocha, Porto de Santos e cheque no valor de 250.000 reais entram nos diálogos

Gustavo Gaspar aparece como contato frequente de Roberta nas mensagens em poder dos investigadores. Ele foi assessor do senador governista Weverton Rocha (PDT-MA), está preso na Operação Sem Desconto e hoje está detido em regime domiciliar.

Em janeiro de 2024, Roberta e Gustavo discutem indicados políticos no ramo de Portos. Ela afirma que “a gente q indicou Porto de Santos tb”, diz que “cobro o contrato” e menciona “colocar o cara lá”.

O material também relata um cheque nominal ao executivo no valor de 250.000 reais encontrado em diálogo entre Alessandro Stefanutto e Cícero Marcelino de Souza Santos.

STF autoriza investigação com ressalva sobre foco e notícias jornalísticas

A defesa de Lulinha pediu ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinasse a abertura de apuração para detectar a origem dos vazamentos de informações contra o primogênito do presidente Lula. O ministro concordou com uma ressalva sobre não colocar a investigação no foco de autores ou responsáveis pela veiculação de notícias.

No texto citado, Mendonça diz que matérias jornalísticas evidenciaram o desvelamento do sigilo de dados disponibilizados a profissionais protegidos pelo art. 5º, XIV, da Constituição.

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