Lula anuncia plano de segurança de R$ 11 bilhões para a reeleição

Faltando vinte semanas das eleições, Lula anunciou um “plano de combate ao crime organizado” com gasto de R$ 11 bilhões. A proposta mira a segurança pública e entra na agenda eleitoral do governo.

Plano de segurança entra na campanha e não teve acordo com estados

O Palácio do Planalto levou o tema da segurança pública para os debates eleitorais com a divulgação do plano. O texto prevê integração com forças policiais nos 26 estados e no Distrito Federal.

Mesmo com essa previsão, nada foi combinado com os governos estaduais. Também não houve acordo com o Congresso Nacional.

Proposta fala em R$ 11 bilhões e depende de apoio político

Lula resolveu anunciar o plano que prevê gastar 11 bilhões de reais em um projeto de segurança pública. O êxito do projeto depende do apoio político e da integração efetiva com forças policiais.

Segundo o Datafolha, quatro em cada dez eleitores, num total de 69 milhões em 156 milhões de pessoas aptas a votar, dizem ver atuação de bandos do crime organizado nos bairros onde vivem. A pesquisa aponta que Lula não deve escapar do debate sobre segurança pública.

O artigo também destaca que, após onze anos e quatro meses no Planalto, em três mandatos, Lula admite parte da responsabilidade do governo federal na crise de segurança pública. Até então, o governo colocava o problema na conta dos governadores.

Pacote soma mais de R$ 140 bilhões e rejeição segue alta

O plano vira mais um item na lista de iniciativas eleitorais do presidente-candidato. A matéria diz que as ações anunciadas até a semana passada custam mais de 140 bilhões de reais.

Uma pesquisa do instituto Futura, feita na semana passada, confirma que a rejeição a Lula continua alta, perto do patamar de 50%, e também permanece alta para Flávio Bolsonaro, do Partido Liberal. O artigo não traz data de votação nem novos prazos para o plano.

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