Lula voltou a pressionar Márcio França para ele desistir da candidatura ao Senado e entrar como vice na chapa de Fernando Haddad ao governo de São Paulo. A negociação envolve também outros estados e mudanças na disputa por vagas no PSB.
Pressão para encaixar França na chapa muda negociação que vai além de São Paulo
Márcio França sempre atendeu pedidos de Lula nas articulações políticas. Ele já trocou planos em 2015 para apoiar Fernando Haddad em campanhas anteriores e aceitou cargos ao longo do caminho.
Nesta fase, o impasse não fica só no tabuleiro de São Paulo. O PSB coloca na mesma mesa a conversa sobre apoio do PT aos candidatos ao governo em Minas e Pernambuco.
Marina Silva, Simone Tebet e a “operação França” travam a formação da chapa ao Senado
Lula falou com França sobre a ideia no final de maio e quer que a ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva (Rede) seja uma das candidatas ao Senado por São Paulo. A outra vaga ficaria com Simone Tebet (PSB), que deixou Mato Grosso do Sul para disputar a eleição paulista.
Com três nomes para duas cadeiras, a mudança para a vaga de vice abriria espaço. Tebet, porém, disse que não mudou de estado para virar vice, e PSOL e Rede rejeitam a escolha que envolveria Marina ao lado de Haddad.
Em paralelo, a disputa também passa por Minas e Pernambuco. No primeiro estado, Lula não tem palanque e o PSB tem quatro pré-candidatos. Em Pernambuco, PT discute apoio a João Campos (PSB) e Raquel Lyra (PSD).
Vice de Haddad pode entrar no lugar de candidatura ao Senado, dependendo das negociações
A ida de França para a vaga de vice é apontada como forma de ampliar o eleitorado. França é descrito como um político com perfil mais de centro e com relação com políticos do interior paulista.
O caso depende das negociações com o PSB pelo país e, segundo o texto, principalmente do papel de Lula. O desfecho ligado a São Paulo é a disputa em outubro, quando Haddad tentará chegar ao governo do estado.
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